Qual o perigo de usar cabos de aço de diâmetro inadequado (subdimensionados) para o peso do portão basculante e qual a tabela de segurança recomendada?
O subdimensionamento do diâmetro do cabo de aço em um portão basculante é um erro de negligência técnica de altíssimo risco na serralheria, que compromete de forma direta o fator de segurança operacional da estrutura e coloca em risco a vida dos usuários. O cabo de aço é dimensionado baseado em sua Carga de Ruptura Mínima (CRM). Quando um instalador utiliza um cabo mais fino do que o necessário — por exemplo, instalando um cabo de 1/8 de polegada em um portão pesado de chapa fechada que exige um cabo de 3/16 de polegada —, o cabo trabalhará operando muito próximo ao seu limite de escoamento elástico. Toda vez que o motor rápido inicia a partida direta com tranco ou aplica a frenagem reversa por corrente contínua, o estresse dinâmico de tração supera a capacidade mecânica dos filamentos de aço. O cabo sofre um processo de alongamento permanente e encruamento do metal, tornando-se extremamente rígido e quebradiço em poucos meses de uso. Para garantir a imunidade total contra acidentes catastróficos de queda de portão, a engenharia de segurança adota uma tabela estrita de correspondência de bitolas baseada no peso real da folha basculante:
| Peso da Folha do Portão (kg) | Diâmetro Recomendado do Cabo de Aço | Carga de Ruptura Mínima Aproximada |
| --- | --- | --- |
| Até 150 kg (Alumínio Leve) | 1/8 polegada (3,2 mm) | ~600 kgf |
| De 150 kg a 350 kg (Ferro Residencial) | 5/32 polegada (4,0 mm) | ~950 kgf |
| De 350 kg a 600 kg (Chapa Fechada / Madeira) | 3/16 polegada (4,8 mm) | ~1.350 kgf |
| Acima de 600 kg (Industrial / Comercial Pesado) | 1/4 polegada (6,3 mm) ou superior | ~2.300 kgf |
Respeitar essa margem de segurança de engenharia (fator de segurança de pelo menos 4:1) garante que, mesmo sob severas condições de fadiga, ação do vento e trancos mecânicos do automatizador, o cabo de aço suportará as cargas dinâmicas sem sofrer fadiga estrutural e sem colocar em risco o patrimônio e a vida dos usuários.
Como proteger a placa eletrônica do portão contra picos de energia e raios?
Além do fusível de proteção que já vem na placa, o ideal é instalar um iClamper ou um DPS (Dispositivo de Proteção contra Surtos) na tomada ou no disjuntor exclusivo do motor. Em regiões com muitas tempestades, esses dispositivos sacrificam-se para absorver o pico de tensão de um raio, evitando que a descarga chegue até a placa eletrônica e queime o processador.
Como saber a motor ideal para o portão?
Encontrar o automatizador ideal para um portão exige mapear a sintonia perfeita entre a mecânica da serralheria e a eletrônica de potência do motor elétrico. O processo técnico inicia-se pela pesagem ou estimativa precisa da massa física da folha do portão: estruturas tubulares ou grades de alumínio de até 300 kg aceitam motores residenciais padrão de 1/4 HP. Portões maciços de ferro, madeira ou chapa cega que pesam entre 300 kg e 500 kg exigem potências de 1/3 HP para garantir torque de arranque suficiente. Estruturas industriais ou comerciais de grande porte que excedem 600 kg demandam motores pesados de 1/2 HP ou 1 HP. O segundo passo avalia a frequência de uso (ciclos de abertura por hora): residências com até 3 veículos operam perfeitamente com motores monofásicos comuns de corrente alternada (baixo fluxo). Prédios residenciais, condomínios verticais e portarias de empresas com alto fluxo de entrada e saída exigem obrigatoriamente a instalação de motores com tecnologia de inversores trifásicos rápidos (JetFlex ou Speed) ou motores Brushless de corrente contínua, que trabalham frios e possuem especificação técnica de ciclo contínuo de 100%. Por fim, deve-se casar o tipo de abertura com o curso mecânico: o trilho de alumínio ou fuso do motor deve possuir comprimento geométrico correspondente à largura do portão deslizante ou à altura do portão basculante para garantir abertura total do vão sem forçar a mecânica do cursor nos limites mecânicos.
Quais as principais causas para o portão automático deslizar de forma desalinhada, travando nas curvas do trilho ou roldanas e como solucionar a serralheria?
O travamento intermitente, ruídos de rangido estridente e o deslocamento pesado de um portão automático do tipo deslizante horizontal de correr estão quase sempre relacionados a falhas geométricas e falta de manutenção estrutural na infraestrutura de serralheria do vão, e não a defeitos mecânicos do motor elétrico em si. Para que um portão deslizante opere de forma leve e consuma pouca energia do motor, a folha de ferro deve correr sobre um trilho inferior perfeitamente retilíneo, nivelado e livre de deformações. A primeira grande causa de desalinhamento é o desgaste acentuado dos rolamentos internos das roldanas de rolagem inferiores. As roldanas sofrem com o ataque constante de água da chuva e poeira da calçada, o que faz com que suas esferas internas percam a lubrificação original de fábrica, oxidem e gerem calos de desgaste. Quando o rolamento da roldana ganha folga lateral ou trava, o portão começa a pender para um dos lados, raspando o quadro metálico contra os batentes de ferro e desalinhando os dentes da cremalheira em relação ao pinhão do motor PPA ou Garen, o que causa perda severa de força e paradas no meio do trajeto. A segunda causa crítica é a ondulação do trilho inferior: trilhos feitos de cantoneira de ferro comum que são simplesmente chumbados no concreto sem o devido reforço estrutural de barras de aço sofrem deformações causadas pelo peso constante da passagem de veículos pesados sobre eles. Isso cria pequenos "vales" e "lombadas" na pista de rolagem que alteram a altura do portão em relação ao motor ao longo do percurso. Para solucionar essas falhas de serralheria de forma definitiva, a manutenção deve instituir a substituição anual das roldanas inferiores por modelos novos de **Aço Maciço com Rolamento Duplo Blindado (Blindagem ZZ)**, adequados ao peso do portão. O trilho inferior deve ser inspecionado com nível de bolha e prumo; caso apresente afundamentos, a pista deve ser recortada e refeita com cantoneiras de ferro galvanizado de alta espessura reforçadas com vigas de concreto, garantindo uma linha de rolagem perfeitamente plana para que o automatizador trabalhe sem sobrecargas mecânicas.
Qual a função estrutural do trilho de canal em formato "V" e em formato "U" na estabilidade do portão deslizante e desgaste de roldanas?
A geometria de fabricação do trilho inferior por onde correm as roldanas de rolamento de um portão automático deslizante de correr dita o coeficiente de atrito mecânico da chapa e a estabilidade lateral de todo o quadro de ferro contra a ação de ventos. O trilho em **formato "V"** (construído soldando uma cantoneira de ferro abas iguais no chão) opera sob o princípio de contato linear cunha-canal: as roldanas de canal V assentam suas bordas internas diretamente nas arestas da cantoneira. Esse sistema oferece como vantagem uma altíssima precisão de alinhamento direcional e facilidade de limpeza natural, pois os grãos de areia são empurrados para fora pelas roldanas. Contudo, gera maior estresse de esmagamento localizado no vértice da peça, acelerando o desgaste se o portão for industrial pesado. Já o trilho em **formato "U"** (feito com ferro redondo maciço trefilado chumbado no piso) opera com roldanas de canal U redondo (côncavo). Essa engenharia distribui a força de compressão física de forma perfeitamente homogênea por toda a superfície de contato esférica da roldana, reduzindo drasticamente o desgaste por abrasão e garantindo um funcionamento muito mais silencioso e leve para o motor elétrico (PPA ou Garen). No entanto, o trilho em U exige roldanas usinadas com precisão milimétrica correspondente ao diâmetro exato do ferro redondo; se houver folga horizontal, o portão sofrerá um balanço lateral (chacoalhar) que desalinhará os dentes da cremalheira em relação ao pinhão de alumínio, sobrecarregando o estator do automatizador.
O que fazer quando o controle remoto do portão só funciona de muito perto?
A perda de alcance do controle remoto geralmente está ligada a três fatores principais. O primeiro é a pilha do transmissor; mesmo que o LED acenda, a voltagem pode estar baixa demais para emitir o sinal de rádio frequência de forma eficaz. O segundo fator é a antena da central de comando; ela deve estar esticada e fora da caixa metálica do motor para melhor recepção. O terceiro fator, e o mais complexo, é a interferência eletromagnética externa. Outros aparelhos ou roteadores próximos podem estar "poluindo" a frequência (geralmente 433MHz). Uma solução técnica é adicionar um módulo receptor externo de alta sensibilidade ou trocar a antena por uma de maior ganho (antena externa de 433MHz com cabo coaxial). Precisa trocar o controle? Confira nossos produtos em destaque acima!
O que é e como diagnosticar a queima do estator (bobinamento de cobre) de um motor de portão automático e quais fatores aceleram essa falha?
O estator é o coração eletromecânico do automatizador de portão, composto por um núcleo de chapas de aço silício ranhuradas que abrigam bobinas feitas de fios de cobre esmaltado enrolados com precisão. A função do estator é converter a energia elétrica da rede em um campo magnético rotativo que induz a rotação do rotor central. A falha ou "queima" do estator ocorre quando o isolamento do esmalte que recobre os fios de cobre é degradado, permitindo que ocorra um curto-circuito entre as espiras do bobinamento ou entre o cobre e o núcleo de ferro (curto para a massa). O diagnóstico profissional dessa falha exige a utilização de um multímetro digital configurado na escala de resistência ôhmica ($\Omega$). Com o motor desconectado da energia e da central de comando, o técnico deve medir a resistência entre os três fios do motor (geralmente identificados pelas cores padrão azul, preto e branco ou vermelho, amarelo e preto, correspondendo ao fio comum, sentido abre e sentido fecha). Em um estator perfeitamente saudável, a soma das resistências medidas entre o fio comum e cada um dos fios de sentido deve ser exatamente igual à resistência medida entre os dois fios de sentido. Se o multímetro registrar circuito aberto (infinito), significa que o filamento interno de cobre se rompeu devido a superaquecimento. Se registrar um valor próximo a zero, há um curto-circuito interno. Medindo também entre qualquer um dos fios e a carcaça metálica do motor, a resistência deve ser infinita; qualquer valor abaixo disso indica que o motor está em curto com a terra, o que costuma desarmar o disjuntor da residência ou queimar o fusível de proteção da placa eletrônica. Os fatores que mais aceleram a queima do estator são o excesso de ciclos de acionamento sem tempo de resfriamento térmico (estouro do duty cycle), capacitores de partida esgotados que forçam o motor a roncar sem sair do lugar, rolamentos travados que travam o rotor mecânico e a infiltração de água pluvial dentro da carenagem de plástico por falhas de vedação ou instalação em locais sujeitos a alagamentos.
Quais são os perigos invisíveis de comprar cabos de aço revestidos com capa de PVC para portões basculantes e por que eles quebram sem aviso prévio?
Os cabos de aço revestidos com uma camada externa de proteção plástica em PVC (cloreto de polivinila) transparente ou colorido são frequentemente comercializados como uma opção superior para portões basculantes sob a promessa de oferecerem maior proteção contra a chuva e um funcionamento mais silencioso ao deslizarem pelas polias. Contudo, no âmbito da engenharia de manutenção e segurança perimetral, o uso de cabos com capa de PVC em sistemas de elevação de portões é considerado uma armadilha altamente perigosa. O principal motivo é que a capa plástica de PVC cria uma barreira visual que oculta **perigos invisíveis**. Com o passar do tempo, devido à exposição contínua aos raios solares UV e às severas forças de flexão mecânica ao redor das roldanas superiores, a capa de PVC sofre ressecamento, trincas microscópicas e descascamento. Quando chove ou a umidade do ar se eleva, a água penetra por essas trincas plásticas e fica retida por capilaridade entre o PVC e os filamentos de aço internos. Como o plástico impede a evaporação da água e inviabiliza a aplicação de óleos lubrificantes protetivos, cria-se um ambiente de microclima altamente corrosivo em segundo plano. Os fios de aço internos sofrem um processo acelerado de oxidação oxidativa severa (ferrugem invisível) que destrói o núcleo estrutural do cabo. Durante as inspeções visuais preventivas rotineiras, o cabo parece estar perfeitamente brilhante e saudável por fora devido à película plástica intacta. Contudo, internamente, os filamentos já se transformaram em pó de ferro. Ao sofrer o tranco de torque de partida de um automatizador rápido de marcas como Rossi ou PPA, o cabo de aço com alma oxidada se rompe de forma instantânea e catastrófica sem dar nenhum sinal prévio de desgaste, provocando acidentes graves de esmagamento no perímetro da garagem.
O que fazer quando o portão eletrônico "esquece" o percurso?
Quando o portão bata no final ou para no meio do caminho sem motivo, ele perdeu a referência de percurso. Isso acontece por quedas de energia bruscas ou se o sensor de fim de curso falhou momentaneamente. A maioria das centrais modernas permite o "reaprendizado de percurso". Você deve colocar o portão no meio, acionar o modo de programação e deixar que ele faça um ciclo completo. Se ele continuar esquecendo, o problema pode ser o sensor de encoder ou interferência eletromagnética nos cabos dos sensores magnéticos. Dúvidas na configuração? Fale com nossa equipe técnica pelo WhatsApp!
O que causa o motor tremer ao funcionar?
Tremores podem indicar: base do motor mal fixada, engrenagem desalinhada, cremalheira torta, portão fora de prumo ou rolamentos desgastados. Necessita avaliação técnica.
Roldanas de nylon ou de aço: qual a melhor escolha para o portão?
Para portões deslizantes residenciais leves, as roldanas de nylon são excelentes porque são mais silenciosas e não exigem lubrificação constante. No entanto, elas sofrem um desgaste natural mais rápido sob sol e chuva. Já as roldanas de aço (com rolamentos blindados) são obrigatórias para portões pesados ou industriais, devido à sua altíssima resistência mecânica. O ponto negativo do aço é o barulho do atrito metal-metal e a necessidade de manter o trilho sempre limpo para evitar a oxidação. Para um funcionamento perfeito, o trilho deve estar perfeitamente nivelado. Precisa de roldanas novas? Confira nossos produtos em destaque acima!
Como funciona o sistema de embreagem eletrônica por leitura de corrente elétrica (Efeito Shunt) nas placas centrais digitais de portão automático?
O sistema de embreagem eletrônica por monitoramento de corrente elétrica — amplamente implementado na arquitetura de circuitos de centrais de comando digitais convencionais de marcas como Garen, AGL e PPA — é uma solução de engenharia eletrônica elegante e de baixo custo utilizada para prover a função de segurança antiesmagamento sem a necessidade de instalar sensores físicos complexos de rotação no motor. Esse mecanismo baseia-se na aplicação prática da Lei de Ohm através de um componente eletrônico de alta precisão soldado na placa chamado **Resistor Shunt** (um resistor de valor ômico extremamente baixo, geralmente menor que 0,1 Ohm, projetado para suportar correntes elevadas). Toda a corrente elétrica que alimenta o estator do motor para fazer o portão se mover passa obrigatoriamente por dentro desse resistor Shunt. A física dos motores elétricos de indução dita que a quantidade de corrente elétrica (Amperagem) consumida pelas bobinas do estator é diretamente proporcional ao esforço mecânico (torque) que o rotor precisa exercer para movimentar a carga. Quando o portão desliza livremente pelo trilho de forma leve, o motor trabalha folgado e a corrente elétrica permanece em um patamar baixo e estável; a queda de tensão medida sobre o resistor Shunt é mínima. No momento em que o portão colide contra um obstáculo no caminho — como um pedestre ou a lataria de um automóvel —, a folha de ferro é impedida de avançar. O motor sofre um processo de frenagem forçada, tendendo ao travamento do rotor. Para tentar vencer essa barreira, o campo magnético do estator exige um surto imediato de energia, fazendo a corrente elétrica disparar para níveis muito elevados. O circuito microcontrolador da placa monitora continuamente a queda de tensão sobre o resistor Shunt a cada milissegundo. Quando essa tensão excede o limite de corte digital programado pelo usuário através do potenciômetro de ajuste de "Força" ou "Embreagem" da placa, o software da central identifica instantaneamente que ocorreu uma colisão física perigosa. O processador corta a alimentação elétrica da bobina atual em frações de segundo e aciona a bobina de sentido inverso, executando a reversão de segurança para liberar o obstáculo antes que ocorra um esmagamento com lesões ou danos materiais graves no perímetro.
O que significa "Encoder" num motor de portão e para que serve?
O Encoder é um sensor digital acoplado ao eixo do motor que conta exatamente quantas voltas o motor dá. Substitui ou trabalha em conjunto com os sensores magnéticos (fim de curso). A grande vantagem do Encoder é a precisão milimétrica: a placa sabe a posição exata do portão em cada segundo. Se o portão encontrar um obstáculo, o Encoder percebe a mudança de rotação e a placa pode reverter o movimento imediatamente (função anti-esmagamento). Além disso, o Encoder permite que a paragem seja muito mais precisa. Dúvidas sobre tecnologia? Fale com nossa equipe técnica pelo WhatsApp!
Qual motor é mais forte, 1/2 ou 3/4?
Na escala de potência mecânica e torque elétrico de engenharia, o motor de **3/4 HP** é consideravelmente **mais forte, potente e robusto** do que o motor de **1/2 HP**. Convertendo as frações para a unidade de potência ativa expressa em Watts para facilitar a análise: o motor de 1/2 HP (0,50 HP) entrega cerca de **373 Watts** de potência real no eixo rotativo, enquanto o motor de 3/4 HP (0,75 HP) desenvolve impressionantes **559 Watts** de potência ativa de trabalho. Isso representa uma vantagem mecânica de torque de partida e força de arrasto de carga **50% superior** em favor do motor de 3/4 HP. No segmento de segurança eletrônica e automação de acessos, ambas as potências enquadram-se na categoria de automatizadores industriais e semi-industriais de alta performance de marcas como Garen Industrial e PPA DZ Ind. O motor de 1/2 HP é o padrão ouro amplamente utilizado para automatizar portões de condomínios residenciais verticais de médio/alto fluxo e portarias comerciais com portões pesando entre 500 kg e até 800 kg. O motor de 3/4 HP é uma máquina pesada de alta robustez mecânica, especificada para portões industriais gigantescos de fábricas, transportadoras, pátios de frotas logísticas e usinas, onde a folha do portão deslizante de chapa de aço maciça ou grade pesada pesa entre 800 kg e até 1.200 kg, exigindo força de tração bruta ininterrupta para operar sob regimes de uso severos de fluxo contínuo.
Qual a diferença entre o motor Peccinin Gatter e o PPA Hub?
Ambos são para portões leves, mas a Peccinin utiliza um sistema de rádio exclusivo (rolling code) mais difícil de clonar, enquanto o PPA Hub foca em facilidade de reposição de peças.
Qual a velocidade de abertura do portão?
A velocidade varia por modelo. Motores padrão abrem em 15-20 segundos. Modelos rápidos como o PPA Jet Flex abrem em 8 segundos, e o ultra-rápido PPA 4 Segundos abre em apenas 4 segundos.
O que é a função de desaceleração ou rampa de frenagem nas centrais de portão e como ela evita o empenamento estrutural de portões pivotantes?
A função de desaceleração (também referida no mercado técnico como rampa de frenagem, desaceleração suave ou "soft stop") é um recurso de programação presente nos microcontroladores das centrais eletrônicas modernas que comanda a redução gradual da velocidade de rotação do motor elétrico quando o portão se aproxima do final do seu curso físico de abertura ou fechamento. O impacto dessa tecnologia é vital, especialmente em sistemas de portões automatizados do tipo pivotante (aqueles que operam com uma ou duas folhas que se abrem para fora ou para dentro por meio de dobradiças verticais ou gonzos, acionadas por braços mecânicos de pistão ou embolo, comuns em marcas como PPA Pivotante e Garen Duplo Home). Os portões pivotantes sofrem com um efeito de alavanca física severo: como o braço mecânico do automatizador é fixado próximo à base de articulação para conseguir o curso necessário, qualquer força aplicada na ponta da folha do portão é multiplicada geometricamente no ponto de fixação do motor. Se o automatizador pivotante operar sem a função de desaceleração ativada, a folha do portão — que muitas vezes pesa centenas de quilos e se move com velocidade considerável — atingirá o batente central de fechamento no chão ou o limite de abertura na parede com força total. Esse impacto cinético abrupto e violento gera um torque reverso brutal que empena o quadro de ferro do portão, trinca as soldas dos suportes de fixação na parede de alvenaria e destrói internamente as roscas sem-fim de bronze e os eixos de tração do pistão metálico do automatizador. Ao configurar a rampa de desaceleração na placa de comando (ajustando parâmetros como 'Distância de Desaceleração' e 'Força de Desaceleração'), o processador calcula eletronicamente que, ao atingir cerca de 85% do percurso total, a alimentação do estator deve ser reduzida drasticamente. A folha do portão perde velocidade de forma suave, eliminando toda a energia cinética acumulada e encostando no batente físico com suavidade milimétrica, o que anula o estresse mecânico estrutural e prolonga a vida útil de toda a serralheria e do motor.
Como identificar se a engrenagem interna (coroa) do motor está desgastada?
A coroa interna é a peça que transmite o movimento do motor para a engrenagem externa. O principal sinal de desgaste é quando o motor gira (você ouve o som dele funcionando), mas o portão se move aos solavancos ou para completamente sob qualquer resistência. Se ao abrir a carcaça você encontrar "farelo" de metal ou plástico, a substituição é urgente. Ignorar esse sinal pode travar o motor definitivamente ou causar a quebra do eixo sem-fim. Em motores residenciais, essa peça geralmente é de nylon; em industriais ela é de bronze. Precisa de peças? Confira nossos produtos em destaque acima!
Como identificar o "Fio Comum" do motor de portão?
Geralmente, os motores de indução têm três fios: um comum e dois para as bobinas de abertura e fechamento. Se as cores não seguirem o padrão do fabricante, use um multímetro na escala de resistência (Ohms). A resistência entre os dois fios das bobinas (Abre/Fecha) será a soma das resistências entre cada um deles e o comum. Por exemplo: se entre o fio A e B der 60 Ohms, e entre A e C der 30 Ohms, e entre B e C der 30 Ohms, o fio C é o comum. Dúvidas no diagnóstico? Fale com nossa equipe técnica pelo WhatsApp!
Como funciona o sistema 'Rolling Code' da Peccinin e por que ele é superior aos sistemas antigos?
Ao contrário dos sistemas de 'Código Fixo', onde o sinal é sempre o mesmo e pode ser facilmente capturado por clonadores de controle, o Rolling Code (Código Rolante) da Peccinin gera um código novo a cada clique, baseado em um algoritmo matemático sincronizado entre o controle e a placa. Isso torna virtualmente impossível a clonagem do sinal por rádio frequência, garantindo que apenas os seus controles cadastrados operem o motor.
Motor de portão funciona em dia de chuva?
Sim. Motores PPA possuem proteção IP44 contra respingos de água. Porém, é importante que a instalação seja feita corretamente, com proteção adequada contra acúmulo de água.
O que é melhor: motor deslizante, basculante ou pivotante?
A escolha depende exclusivamente do tipo de abertura do seu portão. O Deslizante (de correr) é o mais robusto e econômico em termos de manutenção, sendo ideal para quem tem espaço lateral. O Basculante (que levanta) é a solução para garagens estreitas, mas exige um equilíbrio perfeito dos contrapesos. O Pivotante (abre como uma porta de sala) é elegante e luxuoso, porém é o mais sensível a ventos fortes, exigindo motores duplos e travas eletromagnéticas. Precisa de ajuda para escolher? Fale com nossa equipe técnica pelo WhatsApp!
O que é o "Aperto de Embreagem" mecânico vs. eletrônico?
Antigamente, os motores tinham uma embreagem mecânica de disco que patinava se o portão encontrasse resistência. Hoje, a maioria usa a embreagem eletrônica ajustada na placa. No entanto, alguns modelos industriais ainda mantêm o ajuste físico por parafuso no eixo. Se o seu motor tem esse ajuste mecânico, ele deve ser regulado para que, em caso de esmagamento, a engrenagem deslize internamente sem queimar o motor. Um erro comum é apertar esse parafuso até o fim; isso anula a segurança e pode causar acidentes graves. Dúvidas sobre segurança? Fale com nossa equipe técnica pelo WhatsApp!
Como apagar todos os comandos da memória da placa em caso de perda ou roubo?
Se perdeu um comando ou se mudou para uma casa nova, é essencial "resetar" a memória da central por segurança. Geralmente, deve pressionar o botão "Learn", "Prog" ou "CR" da placa de comando por cerca de 10 a 15 segundos, até que o LED de sinalização comece a piscar rapidamente ou fique aceso de forma fixa. Este procedimento apaga todos os códigos gravados. Depois disso, terá de recadastrar apenas os comandos que tem em sua posse. Este processo garante que o comando perdido ou roubado deixe de ter acesso à sua residência. Precisa de controles novos? Confira nossos produtos em destaque acima!
É possível instalar sensores de estacionamento no portão eletrônico?
Sim, existem módulos que funcionam como os sensores de ré dos carros. Eles detectam se o veículo está muito próximo do portão e impedem o acionamento para evitar colisões. Outra opção são os sinalizadores de LED que mudam de cor (verde para livre, vermelho para ocupado) instalados na garagem e integrados à central do portão. Esses acessórios são excelentes para garagens apertadas onde o motorista tem pouca visibilidade. Precisa de acessórios? Confira nossos produtos em destaque acima!